Logo - Alimentos Processados

Logo - Plataforma de Inovação Tecnológica do ITAL

MITO
Os alimentos processados são cheios de aditivos

X

FATO
Os aditivos, quando usados nos alimentos e bebidas processados, estão presentes em quantidades muito pequenas

O uso de aditivos não é necessário para alguns tipos de alimentos como, por exemplo, produtos congelados, desidratados, enlatados, vegetais embalados pronto para consumo, entre tantos outros.

Quando utilizados, é preciso respeitar os limites máximos em que podem estar presentes nos alimentos e bebidas processados. Estes limites seguem rígidos padrões estabelecidos por meio de estudo toxicológicos, isto é, estudos que investigam se um ingrediente pode causar algum efeito tóxico ou adverso após ser consumido por humanos.

Os aditivos alimentares são incorporados aos alimentos em quantidades bem pequenas, bem inferiores aos limites de segurança para consumo humano.

Para estabelecer o limite de segurança para o consumo humano, o aditivo ou composto passa por testes toxicológicos, baseados nos conceitos de ingestão diária aceitável - IDA e análise de risco.

A IDA é a dose do aditivo ou composto consumida por humanos que não produz aumentos estatística ou biologicamente significativos na frequência ou severidade dos efeitos adversos na população exposta. Efeitos podem ser produzidos por esta dose, mas não são considerados como adversos.

Antes de calcular a IDA é necessário conhecer o nível de efeito adverso não observado (sigla em inglês é NOEL). Para se chegar ao NOEL é dada a mais alta dose possível de um aditivo à mais sensível espécie animal durante a maior parte de sua vida, sem que haja efeitos tóxicos ou adversos. Ela é expressa em mg/Kg/dia.

Então, a NOEL calculada para esse animal é dividida por um fator de segurança, normalmente 100. Por exemplo, se a NOEL obtida para a espécie animal utilizada no teste toxicológico foi 100 mg/Kg/dia, a IDA para humanos será de 1 mg/Kg/dia.

Exemplo: A IDA do ciclamato é 11 mg/Kg/dia, o que significa que um indivíduo de 80 Kg pode consumir diariamente até 880 mg de ciclamato, quantidade bem inferior à consumida normalmente.