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Eficiência no uso de Água

As tecnologias de alimentos são essenciais para manter sistemas alimentares eficientes e capazes de garantir o abastecimento da população nas próximas décadas. A aplicação dessas tecnologias na produção industrial tem sido orientada por sistemas específicos de qualidade, segurança e sustentabilidade como, por exemplo, HACCP e as normas ISO. Entre os objetivos da aplicação destes sistemas de controle de manufatura, estão a segurança e qualidade dos alimentos produzidos, redução de perdas e resíduos, melhor aproveitamento das partes comestíveis dos alimentos, aproveitamento das partes não comestíveis para outras finalidades, redução das emissões de gases de efeito estufa, menor utilização de água nos processos, menor gasto de energia por alimento processado, entre outros. 

A redução de água na industrialização de alimentos tem recebido especial atenção por motivos internos, como a redução de custos, como também por seguir orientação externa de atendimento às políticas públicas que enfatizam a necessidade de minimizar os impactos ambientais e garantir o abastecimento de água para as gerações futuras.

IMPORTANTE DESTACAR:

As metas de redução do uso de água nas operações industriais demonstram que indústria de alimentos tende a se tornar um dos elos mais eficientes e menos impactantes em todo o sistema alimentar.

Além da redução do uso de água em suas unidades, as indústrias de alimentos e bebidas não alcoólicas têm realizados esforços para estimular a redução nas cadeias produtivas e regiões onde atuam como, por exemplo, a preservação de mananciais.

EMPRESAS

COMPROMISSOS E REALIZAÇÕES 

Fontes

Barilla

  • Meta para 2020: Reduzir em 30% o consumo de água por tonelada de produto (Base: 2010). Em 2017: redução de 23%;
  • Desde 2010, reduziu em 31% o consumo de água por tonelada de massas alimentícias produzidas;
  • Desde 2013, reduziu em 15% o consumo de água por tonelada de molhos e pestos produzidos.

Brf

  • Participa dos Comitês de Bacias Hidrográficas nas regiões de atuação. Em 2016, iniciou estudo com um comitê das bacias do Alto Paranaíba para mapear os recursos hídricos e seus usuários, em uma área onde atua nas cidades de Uberlândia, Buriti Alegre, Jataí, Rio Unidades Verde e Mineiros;
  • Em 2016, aplicou ferramenta de análise de vulnerabilidade de água em todas as unidades de produção no Brasil, identificando cinco unidades consideradas mais vulneráveis ao risco;
  • Para melhorar a eficiência no uso (não utiliza água como matéria-prima e retorna aproximadamente 95% da água captada) desenvolve projetos para reduzir a água em equipamentos, aplica a filosofia Lean ao saneamento de plantas, controle de resíduos, reutilização de água, prioriza a captação de superfície (com maior capacidade de renovação do recurso), trata águas residuais antes de sua descarga etc.

Cargill

  • Desenvolve ações para administrar as fontes de recursos hídricos de forma eficiente por meio da conservação da água, melhorando a qualidade da água e garantindo o acesso a água potável nas comunidades onde atua, tais como:  Preservação da água; Melhora da qualidade da água por meio da agricultura sustentável; Promoção do acesso à água potável;
  • Nas ações para preservação da água, trabalha em todas as cadeias de fornecimento e junto às operações para preservar e melhorar a qualidade da água, conseguindo a redução do uso de água, especialmente nas regiões onde há conflitos e escassez, e melhorando a qualidade da água nas áreas afetadas pela agricultura;
  • Meta para 2020: Aumentar a eficiência do uso da água nas operações em 5% (Base: 2015). Entre 2005 e 2015, houve aumento de 12%;

Coca-Cola

  • Em março de 2018, a Coca-Cola Brasil assinou o Compromisso Empresarial Brasileiro pela Segurança Hídrica, durante o 8º Fórum Mundial da Água, com previsão de até 2025: Ampliar a inserção do tema água na estratégia de negócios; Mitigar os riscos da água para o negócio; Medir e comunicar publicamente a gestão da água na empresa; Incentivar projetos compartilhados em prol da água; Promover o engajamento da cadeia; Contribuir com tecnologias, conhecimentos, processos e recursos humanos, no apoio a empresas brasileiras, na construção e desenvolvimento de uma melhor gestão hídrica em seus processos produtivos, cadeia de valor e entorno;
  • Meta para 2020: Alcançar o índice de 1,68 litro de água captada por litro de bebida produzida. Em 2017: atingiu o índice de 1,67. Desde 2001 (índice de 2,54 Litros), a redução do indicador do uso de água foi de 34,2%;
  • Desde 2015, o Sistema Coca-Cola Brasil repõe no meio ambiente o mesmo volume de água utilizado nos processos produtivos. Em 2017, utilizou 14,72 bilhões de litros nas operações, redução de 11,3% em relação a 2016;

Danone

  • Em 1998, definiu sua estratégia de proteção de recursos hídricos, em parceria com a convenção Ramsar sobre zonas úmidas, que estabeleceu quatro pilares de manejo da água: Redução da água nas operações; Proteção dos ecossistemas; Promoção da agricultura sustentável; Ampliação do acesso à água potável para as populações;
  • A partir de 2017, começou a usar o Water Risk Filter, desenvolvido pelo World Wildlife Fund (WWF), para avaliar e antecipar os riscos ligados ao uso da água e ajudar a implementar planos de ação adaptados aos contextos locais;
  • Metas para 2020: Aumentar o número de localidades da empresa que realizam auditorias de avaliação de águas subterrâneas usando o método SPRING, desenvolvido pela Danone e seus parceiros (Em 2017, conseguiu auditar 100% das localidades da Divisão de Água); Diminuir a intensidade da água nas fábricas em 60% a partir da linha de base do ano 2000; Ter 100% de conformidade com os Padrões de Água Limpa da Danone em todos os locais que descartam águas residuais.

Ferrero

  • No período 2016/2017, introduziu iniciativas para reduzir o consumo de água tais como a melhora de circuitos de resfriamento, otimização da eficiência de máquinas de lavar de moldagem, redução de perdas de água nas redes e reutilização da água da chuva;
  • Em 2016 (ano fiscal), o índice de consumo de água foi de 3,70 m3 / t.

General Mills

  • A Política Geral de Recursos Hídricos fornece estrutura para engajar as partes interessadas e melhorar a saúde das bacias hidrográficas que são críticas para os negócios da empresa. Em 2016 realizou avaliação de risco de 41 bacias hidrográficas em todo o mundo, contemplando 15 principais ingredientes em 36 regiões de fornecimento e 66 instalações (incluindo 17 parceiros fornecedores);
  • Meta de reduzir uso de água nas operações (corresponde a 1% da pegada de água da empresa) em 1% ao ano. Em 2017 (ano fiscal): redução de 5%;
  • Em 2017, o uso de água foi de 14.400 metros cúbicos. Em 2016: 17.400; Em 2015: 15.800; Em 2014: 15.800;
  • Em 2017, a taxa de uso de água (metros cúbicos/toneladas métricas de produto) foi 3,01. Em 2016: 3,16; Em 2015: 2,86; Em 2014: 2,79.

Hershey

  • Meta para 2025: Reduzir o consumo de água em 25%.

JBS

  • Em 2017: obteve redução de 12% no consumo total de água em suas operações no Brasil (economia de 8,2 trilhões de litros de água), como resultado de maior eficiência nos processos; Redução de 6% na intensidade de uso de água em suas operações globais fora do Brasil; Aumento de 2,8% na reutilização de água no Brasil em relação ao ano anterior, evitando a captura de 1,7 milhão de litros; Aumento de 34% na captura de águas pluviais no ano;
  • Em 2017, foi classificada na categoria Liderança com nota A- pelo programa CDP Water cuja metodologia avalia riscos e oportunidades de redução do uso da água, governança, estratégias, conformidade, desempenho, iniciativas e metas. Em 2016: nota B; Em 2015: nota B.

Kellogg

  • Estabelece compromisso de manter apoio ao programa de melhoria da qualidade das bacias hidrográficas;
  • Metas para 2020: Implementar projetos de reutilização de água em 25% das fábricas (9% em 2016); Reduzir o uso de água adicionalmente em 15% (2,7% em 2016).

KraftHeinz

  • O Programa de Agricultura Global da Kraft Heinz visa garantir a segurança para os consumidores das principais culturas usadas nos produtos e e ajudar fornecedores e produtores agrícolas a aumentar a produtividade. Incentiva fornecedores para a adoção de Boas Práticas Agrícolas (BPA) obtendo como resultados, desde 2015, a maior retenção de água, melhor irrigação / menor uso de água;
  • Meta para 2020: Reduzir do uso de água em 15%. Em 2017: redução de 1,4%. Consumo de água em metros cúbicos por tonelada métrica de produto: em 2016, 5,8 metros cúbicos; Em 2015, 5,8 metros cúbicos.

Mars

  • Meta para 2020: Aumentar em 15% a eficiência do uso de água em mananciais sob estresse. Em 2017: obteve 7%. Em 2016: 3,3%;
  • Meta para 2025: Reduzir em 50% o uso não sustentável de água na cadeia de valor da empresa (Base: 2015).

Mondelez

  • Meta: Reduzir o consumo de água em 10%, prioritariamente em locais onde a água é mais escassa.

Nestlé

  • Compromissos assumidos (Revisão Anual 2017): Trabalhar para alcançar eficiência e sustentabilidade da água nas operações; Defender políticas e gestão eficazes da água; Tratar a água que é descarregada efetivamente; Engajar-se com fornecedores, especialmente aqueles na agricultura; Aumentar a conscientização sobre a conservação da água e melhorar o acesso à água e ao saneamento em toda a cadeia de valor;
  • De 2010 a 2017, obteve redução de 28,7% na retirada de água por tonelada de produto;
  • Desde 2007, obteve redução de 38,1% na retirada de água por tonelada de produto;
  • Em 2017, implantou 578 novas iniciativas de economia de água nos locais de produção;
  • Meta para 2020 (Nestlé Waters): certificar 20 fábricas em colaboração com a Alliance for Water Stewardship (AWS);
  • Meta para 2025: Certificar todas as fábricas da Nestlé Waters, em colaboração com a Alliance for Water Stewardship (AWS). A empresa já certificou oito instalações de engarrafamento da Nestlé Waters em todo o mundo, incluindo uma no Paquistão e cinco na Califórnia.

Pepsico

  • Metas para 2025: Reabastecer 100% da água consumida em operações de manufatura localizadas em áreas de alto risco, garantindo que o reabastecimento ocorra na mesma bacia onde a água foi extraída; Garantir que 100% das águas residuais das operações atendam aos padrões de proteção do meio ambiente da empresa; Aumentar a eficiência do uso de água da cadeia de fornecimento agrícola direto em 15% nas áreas de abastecimento de água de alto risco (Base: 2015);
  • Meta para 2025: Promover melhora adicional de 25%, com foco em operações diretas de fabricação em áreas de alto risco de água. Em 2015: obteve melhora de 1%; Em 2016: 2%; Em 2017: 25%;
  • Entre 2006–2015, a eficiência do uso da água melhorou em 25,8% nas operações.

Unilever

  • Em março de 2018, assinou o Compromisso Empresarial Brasileiro pela Segurança Hídrica, no 8º Fórum Mundial da Água, com previsão de até 2025: Ampliar a inserção do tema água na estratégia de negócios; Mitigar os riscos da água para o negócio; Medir e comunicar publicamente a gestão da água na empresa; Incentivar projetos compartilhados em prol da água; Promover o engajamento da cadeia; Contribuir com tecnologias, conhecimentos, processos e recursos humanos, no apoio a empresas brasileiras, na construção e desenvolvimento de uma melhor gestão hídrica em seus processos produtivos, cadeia de valor e entorno;
  • Em 2016, a empresa implementou um preço interno de 30 euros para a tonelada de carbono para projetos de 'tecnologia limpa'. Até agora, 63 milhões de euros foram levantados para este fundo para projetos de economia de água e energia.